Pix Sob Ataque: Hackers Invadem Empresas e Roubam Milhões
Um grupo de cibercriminosos está invadindo sistemas de pagamento de empresas brasileiras e realizando centenas de transações fraudulentas via Pix. O alerta vem de uma investigação recente do Google Threat Intelligence Group (GTIG) e da Mandiant, que identificaram o grupo Breeze Comet (anteriormente UNC5669) atuando desde 2024. O prejuízo já passa de dezenas de milhares de dólares em um único ataque.
Essa é uma ameaça real e em evolução. Se você é dono de empresa, gestor financeiro ou profissional de TI, precisa agir agora. Neste artigo, vou explicar como os hackers operam, os riscos para sua organização e, principalmente, o que fazer para se proteger.
Como o Breeze Comet invade sistemas de pagamento
O grupo Breeze Comet é especializado em comprometer a infraestrutura financeira de empresas. Eles não atacam diretamente o Pix, mas sim os softwares bancários e APIs usados pelas organizações para processar transferências. Entre os alvos estão bancos, fintechs, varejistas, exchanges e fornecedores de software bancário.
De acordo com a notícia publicada pelo CyberSec Brazil, o acesso inicial pode ocorrer de várias formas:
- Password spraying: testar senhas comuns contra várias contas.
- Engenharia social: ligações para funcionários se passando por suporte de TI, induzindo a instalação de ferramentas de acesso remoto como AnyDesk.
- Exploração de vulnerabilidades: servidores JBoss AS desatualizados para instalar web shells.
Uma vez dentro, os invasores buscam credenciais mTLS para autenticar ordens transacionais e acessar a Rede do Sistema Financeiro Nacional (RSFN). Com isso, conseguem realizar transferências fraudulentas em massa, muitas vezes apagando logs para dificultar a investigação.
Essa tática é um exemplo claro de como ameaças emergentes estão cada vez mais sofisticadas. Enquanto muitos se preocupam com ataques diretos a consumidores, os criminosos miram a cadeia de suprimentos financeira.
O risco para sua empresa: além do dinheiro perdido
O impacto de uma invasão como essa vai muito além do prejuízo financeiro imediato. Empresas comprometidas podem sofrer:
- Perda de reputação: clientes perdem confiança.
- Multas regulatórias: a LGPD exige proteção de dados pessoais.
- Interrupção das operações: sistemas fora do ar significam perda de receita.
- Responsabilidade legal: se dados de terceiros vazarem, a empresa pode ser processada.
Além disso, o grupo Breeze Comet demonstra uma capacidade preocupante de evoluir suas táticas. Eles já usaram ferramentas personalizadas como COBALTSPIN (túnel de rede), LIGHTPAINT (backdoor Java) e KICKPLATE (malware disfarçado de atualização do Windows). Também há indícios de que estão utilizando inteligência artificial para acelerar o desenvolvimento de malware.
Enquanto isso, outras ameaças continuam ativas. Por exemplo, a falha crítica no Windows IKE pode expor dados sensíveis, e o ataque GhostSplice mostra como a IA pode ser usada para vazar informações sem que você perceba. O cenário é de alerta máximo.
Sequestro de contas em redes sociais: uma porta de entrada
Um vetor de ataque frequentemente negligenciado é o sequestro de contas em redes sociais. Os criminosos podem usar contas comprometidas de funcionários ou da própria empresa para enviar mensagens fraudulentas, espalhar malware ou obter credenciais adicionais. Imagine um atacante se passando pelo CEO no WhatsApp, pedindo uma transferência urgente. Isso é engenharia social pura e tem tudo a ver com as táticas do Breeze Comet.
Para proteger suas contas corporativas e pessoais:
- Ative a autenticação de dois fatores (2FA) em todas as plataformas.
- Use senhas fortes e únicas; considere um gerenciador de senhas.
- Monitore atividades suspeitas: logins de locais incomuns, mensagens estranhas.
- Eduque sua equipe: treinamentos regulares sobre phishing e engenharia social.
Lembre-se: o elo mais fraco na segurança é quase sempre o fator humano. Os ataques do Breeze Comet começam muitas vezes com uma simples ligação telefônica enganosa.
O que fazer agora: proteção imediata
Não espere ser a próxima vítima. Aqui estão ações práticas para blindar sua empresa contra esse tipo de ataque:
- Atualize e corrija sistemas: mantenha todos os softwares, especialmente servidores web e aplicações financeiras, com os patches mais recentes.
- Revise controles de acesso: implemente o princípio do menor privilégio. Ninguém deve ter mais acesso do que o necessário.
- Monitore transações em tempo real: estabeleça alertas para volumes incomuns de transferências Pix ou STR.
- Proteja credenciais mTLS: armazene-as em cofres seguros e altere-as regularmente.
- Implemente segmentação de rede: isole sistemas financeiros de outras partes da rede corporativa.
- Tenha um plano de resposta a incidentes: saiba exatamente o que fazer se uma invasão for detectada.
Além disso, considere o monitoramento contínuo de ameaças e a verificação de vazamentos de dados. Muitas vezes, credenciais corporativas já estão expostas na dark web sem que a empresa saiba.
Na Kzarka, você pode verificar se seus dados vazaram e monitorar sua identidade digital de forma proativa. Nossa plataforma alerta sobre exposições de informações pessoais e corporativas, ajudando a prevenir fraudes antes que aconteçam. Não deixe para depois: proteja-se agora.