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Golpe por telefone: como criminosos roubam cripto e dados

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7 min de leitura
20/09/2026 às 17:01

Imagine receber uma ligação de alguém que se identifica como suporte técnico de uma grande empresa de tecnologia. A pessoa parece confiável, fala com calma e diz que sua conta foi comprometida. Ela pede para você compartilhar sua tela ou informar um código enviado por SMS. Você, preocupado, segue as instruções. Em poucos minutos, suas economias em criptomoedas desaparecem. Esse cenário, infelizmente, é real e cada vez mais comum. Recentemente, um caso nos Estados Unidos mostrou como uma quadrilha usou exatamente esse tipo de engenharia social para roubar mais de US$ 245 milhões em criptoativos.

O caso Anne Hathaway: um golpe de US$ 245 milhões

Em setembro de 2026, Malone Lam, um jovem de 22 anos de Singapura, confessou liderar uma gangue que roubou mais de US$ 245 milhões em criptomoedas de vítimas nos Estados Unidos. Lam usava apelidos como "Anne Hathaway", "$$$" e "King Greavy" para esconder sua identidade. A quadrilha operou de outubro de 2023 a maio de 2025, recrutando cúmplices por meio de plataformas de jogos online.

O golpe era sofisticado: eles se passavam por funcionários do Google Support e convenciam as vítimas a entregar acesso às suas carteiras digitais. Um dos membros chegou a esconder US$ 25 mil em dinheiro dentro de pelúcias Squishmallow para movimentar o dinheiro. A gangue esbanjava os lucros em noitadas de meio milhão de dólares, carros de luxo de até US$ 3,8 milhões, mansões alugadas e jatos particulares. Mas essa ostentação chamou a atenção das autoridades, levando à prisão de Lam e de outros envolvidos.

Esse caso, relatado pelo blog Hot for Security, ilustra perfeitamente como a engenharia social é a ferramenta mais eficaz dos criminosos. Eles não precisam invadir sistemas complexos; basta convencer uma pessoa a entregar as chaves.

Engenharia social por telefone: o elo mais fraco é humano

Você já recebeu uma ligação suspeita? Talvez alguém dizendo ser do banco, de uma operadora de telefonia ou até mesmo de uma empresa de tecnologia. A engenharia social por telefone é uma tática antiga, mas continua extremamente eficaz. Os golpistas exploram emoções como medo, urgência e confiança para manipular as vítimas.

No caso da gangue de Lam, eles se passavam por suporte técnico do Google. A vítima, acreditando estar falando com uma autoridade legítima, seguia as instruções sem questionar. Esse tipo de golpe é conhecido como vishing (voice phishing). Os criminosos podem usar números falsos (spoofing) para parecer que a chamada vem de uma empresa real.

Mas por que as pessoas caem? Porque os golpistas são treinados para soar convincentes. Eles criam um senso de urgência: "Sua conta será bloqueada em 24 horas se você não agir agora". Eles também podem usar informações pessoais vazadas para ganhar credibilidade, como seu nome completo, endereço ou até mesmo os últimos dígitos do seu cartão.

Como se proteger de golpes por telefone

A boa notícia é que você pode se proteger com algumas práticas simples. Aqui estão passos práticos que você pode aplicar hoje:

  1. Desconfie de chamadas não solicitadas: Se alguém ligar dizendo ser de uma empresa e pedir informações sensíveis, desligue e ligue você mesmo para o número oficial da empresa.
  2. Nunca compartilhe códigos de verificação: Códigos enviados por SMS ou aplicativos de autenticação são pessoais e intransferíveis. Nenhuma empresa legítima pedirá esses códigos por telefone.
  3. Não compartilhe sua tela: Golpistas usam ferramentas de acesso remoto para ver sua tela e roubar senhas ou chaves privadas. Se alguém pedir para você instalar um aplicativo de acesso remoto, recuse.
  4. Verifique a identidade do chamador: Peça o nome completo e um número de protocolo. Depois, pesquise o número oficial da empresa e ligue de volta.
  5. Eduque sua família e amigos: Compartilhe essas dicas com pessoas menos familiarizadas com tecnologia, que são alvos frequentes.

O papel do monitoramento de dados na prevenção

Muitos golpes de engenharia social começam com dados vazados. Os criminosos compram listas de informações pessoais na dark web e as usam para personalizar seus ataques. Por exemplo, se um golpista sabe que você tem uma conta em uma exchange de criptomoedas, ele pode se passar pelo suporte dessa exchange com mais credibilidade.

Por isso, é fundamental monitorar se seus dados estão circulando por aí. Serviços de monitoramento de vazamentos, como a Kzarka, verificam constantemente se suas informações apareceram em bases de dados comprometidas. Se você descobrir que seu e-mail ou telefone vazou, pode tomar medidas imediatas, como trocar senhas e ativar a autenticação de dois fatores.

O que fazer se você for vítima de um golpe

Se você suspeita que caiu em um golpe por telefone, aja rapidamente:

  • Entre em contato com seu banco ou exchange: Avise sobre a transação suspeita e tente bloquear movimentações.
  • Troque suas senhas: Comece pelas contas mais críticas, como e-mail e contas financeiras.
  • Registre um boletim de ocorrência: Isso pode ajudar nas investigações e na recuperação de fundos.
  • Monitore seus dados: Use a Kzarka para verificar se outras informações suas foram comprometidas.

Tabela comparativa: golpes por telefone vs. outros tipos de ataque

Tipo de ataque Método principal Nível de sofisticação Como se proteger
Vishing (engenharia social por telefone) Ligações fraudulentas para obter dados Médio Desconfie de chamadas, não compartilhe códigos
Phishing por e-mail E-mails falsos com links maliciosos Médio Verifique remetente, não clique em links suspeitos
Ataque de força bruta Tentativas repetidas de senha Baixo Use senhas fortes e autenticação de dois fatores
Malware Software malicioso instalado no dispositivo Alto Mantenha sistemas atualizados, use antivírus

FAQ: Perguntas frequentes sobre golpes por telefone e engenharia social

1. Como identificar uma ligação de golpe?

Fique atento a sinais como urgência excessiva, pedidos de informações confidenciais (senhas, códigos), ameaças de bloqueio de conta ou ofertas boas demais para ser verdade. Empresas legítimas nunca pedem senhas ou códigos de verificação por telefone.

2. O que fazer se eu compartilhei um código de verificação com um golpista?

Aja imediatamente: troque a senha da conta afetada, ative a autenticação de dois fatores (se ainda não estiver ativa) e entre em contato com o suporte da empresa. Se for uma conta financeira, avise seu banco ou exchange para bloquear transações.

3. Como a Kzarka pode me ajudar a prevenir golpes?

A Kzarka monitora continuamente se seus dados pessoais (e-mail, telefone, CPF) apareceram em vazamentos. Se algo for encontrado, você recebe um alerta e orientações sobre como se proteger. Além disso, oferecemos dicas educativas para você reconhecer tentativas de golpe. Visite nosso site para saber mais.

Lembre-se: a segurança digital começa com a educação. Quanto mais você souber sobre as táticas dos criminosos, mais difícil será para eles te enganarem. E se você desconfiar que seus dados podem ter vazado, não espere: verifique agora na Kzarka e assuma o controle da sua identidade digital.

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