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Como reduzir em 94% os cliques em phishing: um caso real

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8 min de leitura
09/08/2026 às 11:32

Você já se pegou clicando em um link suspeito por impulso? Aquele e-mail com tom de urgência, uma promoção imperdível ou um alerta de segurança falso… e, de repente, você percebe que caiu em um golpe de phishing. Pois saiba que isso é mais comum do que parece. Mas uma empresa brasileira mostrou que, com educação digital contínua, é possível reduzir drasticamente esses cliques perigosos. Vamos entender como?

Recentemente, o Grupo YAMAM, uma empresa de engenharia e projetos industriais, conseguiu um feito impressionante: em apenas oito meses, a taxa de cliques em simulações de phishing caiu de 24,64% para 1,41%. Isso representa uma redução de 94,28%! O segredo? Um programa de conscientização que transformou a cultura de segurança da empresa. Neste artigo, vou te contar os detalhes dessa história inspiradora e, mais importante, como você pode aplicar essas lições na sua vida digital — seja em casa ou no trabalho. E, no final, vou te mostrar uma ferramenta essencial para monitorar se seus dados já vazaram e evitar roubo de identidade.

O caso real: como a educação transformou o comportamento

O projeto do Grupo YAMAM foi implementado em parceria com as empresas PIERSEC e Beephish, começando em setembro de 2025. A ideia era simples, mas poderosa: treinar os colaboradores para reconhecer tentativas de phishing, em vez de apenas depender de barreiras tecnológicas. Antes do programa, muitos funcionários tinham dificuldade em identificar e-mails maliciosos e não percebiam o risco de clicar em links ou baixar arquivos desconhecidos — especialmente quando as mensagens falavam de benefícios internos, algo que mexe com nosso emocional.

Durante os oito meses, cerca de 80 colaboradores participaram de campanhas simuladas, treinamentos e ações de conscientização. O resultado foi uma mudança de comportamento visível: as pessoas passaram a questionar e-mails suspeitos, pedir ajuda quando em dúvida e avaliar cuidadosamente cada link antes de interagir. Como destacou Maurício Tavares, gestor de TI do grupo: “Hoje percebemos uma mudança clara no comportamento das pessoas. Os colaboradores estão mais atentos, questionam situações suspeitas, pedem apoio quando têm dúvidas e avaliam com mais cuidado arquivos e links antes de interagir com eles”.

Esse caso, reportado pelo CISO Advisor, prova que investir em educação digital é o caminho mais eficaz contra ataques de engenharia social. Mas como trazer isso para o nosso dia a dia? Continue lendo.

Por que clicamos em phishing? A psicologia por trás do golpe

Antes de falarmos das soluções, é importante entender por que caímos nesses golpes. O phishing explora gatilhos mentais como urgência, medo, curiosidade e autoridade. Um e-mail falso do banco dizendo que sua conta será bloqueada ou uma mensagem sobre um boleto vencido são exemplos clássicos. No caso do Grupo YAMAM, os temas ligados a benefícios internos foram os que mais enganaram os colaboradores inicialmente.

Esses ataques são uma forma de engenharia social, ou seja, manipulam as pessoas para que elas mesmas entreguem informações ou executem ações perigosas. E não se engane: os criminosos estão cada vez mais sofisticados, personalizando mensagens com dados vazados (que você pode verificar na Kzarka) para torná-las mais convincentes.

Engenharia social por telefone: um perigo que vai além do e-mail

Aliás, o phishing não acontece só por e-mail. Você já recebeu uma ligação de alguém se passando pelo suporte técnico do seu banco ou operadora de telefonia? Esse é o vishing, a engenharia social por telefone. O golpista cria uma história convincente, muitas vezes usando informações pessoais obtidas em vazamentos, para ganhar sua confiança e extrair dados como senhas ou códigos de verificação.

Para se proteger, siga estas dicas práticas:

  • Desconfie de ligações não solicitadas: se alguém ligar pedindo informações sensíveis, desligue e ligue você mesmo para o número oficial da empresa.
  • Nunca compartilhe códigos SMS: bancos e serviços legítimos jamais pedem isso por telefone.
  • Use a verificação em duas etapas: mesmo que seus dados vazem, essa camada extra dificulta o acesso indevido.
  • Eduque sua família: golpistas miram pessoas de todas as idades; uma conversa rápida pode evitar grandes dores de cabeça.

Assim como no caso do Grupo YAMAM, a conscientização contínua é a chave. Quando você e sua equipe (ou família) estão treinados para reconhecer esses truques, a taxa de sucesso dos criminosos despenca.

5 passos práticos para criar uma cultura de segurança digital

Inspirado pelo sucesso do programa “Fluxo Guardião”, vou compartilhar um passo a passo que você pode aplicar agora mesmo, seja na sua empresa ou na sua vida pessoal:

  1. Simule ataques de phishing regularmente: use ferramentas (existem opções gratuitas) para enviar e-mails falsos e medir quantas pessoas clicam. Isso cria um ciclo de aprendizado sem riscos reais.
  2. Ofereça treinamentos curtos e frequentes: em vez de uma palestra anual, faça pílulas de conhecimento de 5 minutos por semana. Ensine a verificar remetentes, links suspeitos e erros gramaticais.
  3. Crie um canal de denúncia fácil: incentive as pessoas a reportarem e-mails ou ligações suspeitas sem medo de punição. No Grupo YAMAM, isso foi essencial para a mudança cultural.
  4. Monitore indicadores e celebre melhorias: acompanhe a taxa de cliques e compartilhe os resultados. Ver o progresso motiva a todos.
  5. Reforce a importância da privacidade: explique como dados vazados alimentam golpes e incentive o uso de ferramentas de monitoramento de identidade, como a Kzarka.

Comparativo: antes e depois da conscientização

Para visualizar o impacto, veja a tabela abaixo com os números do Grupo YAMAM e uma projeção para a sua realidade:

Indicador Antes do programa Após 8 meses Redução
Taxa de cliques em phishing simulado 24,64% 1,41% 94,28%
Percepção de risco (escala 1-5) 2 (baixa) 4,5 (alta) Aumento de 125%
Reportes de incidentes suspeitos 1-2 por mês 15+ por mês Aumento de 650%

Note que o aumento de reportes é um sinal positivo: significa que as pessoas estão vigilantes e engajadas na proteção coletiva.

O papel do monitoramento de dados vazados

Além da educação, outra frente crucial é saber se suas informações já estão circulando na dark web. Afinal, de que adianta treinar seus reflexos se seus dados pessoais — como CPF, e-mail e senhas — já foram expostos em algum vazamento? Os criminosos usam esses dados para deixar as mensagens de phishing ainda mais convincentes, um fenômeno conhecido como spear phishing.

É aí que entra a Kzarka. Nossa plataforma monitora continuamente se seus dados foram comprometidos em vazamentos e te alerta em tempo real, para que você possa agir antes que os golpistas usem essas informações contra você. Não se trata de alarmismo, mas de prevenção ativa: trocar senhas, ativar autenticação de dois fatores e ficar atento a atividades suspeitas são medidas simples que evitam grandes transtornos.

Conclusão: segurança é um hábito, não um evento

A história do Grupo YAMAM nos mostra que reduzir os riscos de phishing é possível, mas exige comprometimento diário. Não basta uma única palestra ou um software milagroso; é preciso criar uma cultura onde todos se sintam responsáveis pela segurança digital. Comece hoje: converse com sua família, implemente simulações na sua empresa (mesmo que informais) e verifique se seus dados vazaram.

Lembre-se: o elo mais fraco da segurança sempre será o fator humano, mas ele também pode ser o mais forte quando bem preparado. Se cada um de nós dedicar alguns minutos por semana para aprender e se atualizar, os criminosos terão muito menos sucesso.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. O que é phishing e como ele se diferencia de outros golpes?

Phishing é um tipo de ataque de engenharia social onde criminosos se passam por entidades confiáveis para roubar dados pessoais, como senhas e números de cartão de crédito. Ele se diferencia de outros golpes por geralmente usar mensagens eletrônicas (e-mail, SMS, redes sociais) e explorar gatilhos psicológicos como urgência e medo.

2. Como posso identificar um e-mail de phishing?

Fique atento a remetentes desconhecidos ou com pequenas variações (ex: “@banc0.com.br” em vez de “@banco.com.br”), erros gramaticais e de português, links suspeitos (passe o mouse sobre eles para ver o destino real) e solicitações urgentes de informações pessoais. Na dúvida, não clique e entre em contato com a empresa por canais oficiais.

3. O que é vishing e como me proteger?

Vishing é o phishing por voz, ou seja, golpes aplicados por telefone. Para se proteger, nunca forneça dados sensíveis em ligações recebidas, desconfie de histórias dramáticas e, se necessário, desligue e ligue para o número oficial da instituição.

4. Por que a educação continuada é mais eficaz que apenas ferramentas tecnológicas?

Ferramentas como antivírus e filtros de spam ajudam, mas os criminosos sempre encontram brechas. A educação continuada transforma o comportamento das pessoas, tornando-as céticas e vigilantes por padrão, o que reduz drasticamente a eficácia dos ataques, como mostrou o caso do Grupo YAMAM.

5. Como a Kzarka pode me ajudar a evitar cair em phishing?

A Kzarka monitora vazamentos de dados e te avisa se suas informações pessoais foram expostas, permitindo que você tome medidas preventivas (como trocar senhas) antes que criminosos as utilizem em golpes de phishing personalizados. Acesse kzarka.com e veja se seus dados estão seguros.

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