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Botnet Dysphoria Usa Blockchain e Dispositivos IoT em Ataques

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7 min de leitura
29/07/2026 às 03:33

Uma nova ameaça digital está evoluindo rapidamente. A botnet Dysphoria, especializada em dispositivos IoT, agora usa blockchain e relays para se tornar quase impossível de derrubar. E o perigo vai além dos ataques DDoS: seus dispositivos podem estar financiando golpes do PIX contra você mesmo.

Segundo uma análise conjunta da CNCERT e da XLab, publicada em 25 de julho de 2026, a botnet já conta com mais de 200 mil bots e continua crescendo. A informação foi divulgada originalmente pelo The Hacker News.

O que torna essa botnet tão perigosa? Ela não depende mais de servidores centrais. Após uma operação policial contra a infraestrutura da JackSkid, os criminosos migraram para um modelo descentralizado. Agora, usam domínios Ethereum Name Service (ENS) e Solana Name Service (SNS) para esconder seus servidores de comando e controle (C2).

Seu roteador ou câmera de segurança pode ser um zumbi digital. E o pior: esses dispositivos escravizados estão sendo usados para ataques de negação de serviço (DDoS) que derrubam sites de bancos e serviços financeiros, abrindo caminho para golpes de phishing e fraudes via PIX.

Como a Botnet Dysphoria Funciona com Blockchain

A Dysphoria representa uma mudança de paradigma no crime cibernético. Em vez de depender de um IP fixo ou domínio tradicional, ela consulta registros em blockchains públicas. Isso a torna resistente a apreensões.

O processo é engenhoso:

  • O malware infecta dispositivos com senhas fracas ou vulnerabilidades conhecidas.
  • Ele consulta um domínio ENS (como m3rnbvs5d.eth) para obter endereços IP de nós de distribuição.
  • Esses nós são, na verdade, outros dispositivos infectados que atuam como relays.
  • O tráfego é roteado através dessa malha de relays até os controladores reais, que permanecem ocultos.

É uma arquitetura de camadas. Se um relay for derrubado, outros assumem. Se um domínio blockchain for bloqueado, eles migram para outro. A XLab identificou o uso de burrberry.eth e 24carnforth2merseyside.sol para armazenar essas informações.

Além disso, uma variante apenas de relay foi detectada em junho de 2026. Ela não realiza ataques DDoS, mas mapeia portas via UPnP e usa epoll do Linux para redirecionar tráfego. Seu dispositivo pode estar servindo de ponte para crimes sem que você perceba.

O Elo Perigoso com o Golpe do PIX

Você deve estar se perguntando: “O que uma botnet de IoT tem a ver com o golpe do PIX?”. A resposta é: tudo.

Os ataques DDoS da Dysphoria são frequentemente direcionados a provedores de internet, serviços de nuvem e sites bancários. Quando um banco sofre uma sobrecarga, seus sistemas de segurança podem ficar comprometidos. Isso abre uma janela para fraudes.

Os criminosos usam essa distração para:

  • Enviar mensagens falsas de “atualização de segurança” ou “confirmação de dispositivo”.
  • Redirecionar o tráfego para páginas clonadas de bancos.
  • Coletar credenciais e tokens PIX enquanto o sistema legítimo está lento ou fora do ar.

É um ataque coordenado. Enquanto a botnet derruba a infraestrutura, outra equipe aplica o golpe. E o usuário, vendo o aplicativo do banco instável, acaba caindo na armadilha.

Como se Proteger Agora Mesmo

Aja antes que seja tarde. Siga estes passos imediatamente:

  1. Troque todas as senhas padrão dos seus dispositivos IoT. Use senhas fortes e únicas.
  2. Desabilite o UPnP no seu roteador. Essa função é explorada pela variante de relay.
  3. Atualize o firmware de roteadores, câmeras e smart TVs. Vulnerabilidades como a CVE-2025-9528 são porta de entrada.
  4. Nunca clique em links de SMS ou WhatsApp que pedem dados bancários, mesmo que pareçam do seu banco.
  5. Ative a verificação em duas etapas no seu aplicativo bancário e no e-mail.

Lembre-se: o golpe do PIX prospera na urgência. O criminoso quer que você aja sem pensar. Desconfie de qualquer mensagem que peça transferência imediata ou confirmação de dados.

O Impacto Real e as Evidências

Os números são alarmantes. A CNCERT registrou 4.401 dispositivos ativos apenas na China entre 14 e 20 de julho de 2026. Fora do país, o pico foi de 239 mil bots em um único dia.

A botnet se espalha principalmente por:

  • Força bruta em Telnet e SSH com credenciais fracas.
  • Exploits de RCE (execução remota de código) em roteadores e câmeras.

Uma das vulnerabilidades exploradas é a CVE-2025-9528, uma falha de injeção de comando no roteador Linksys E1700. O fabricante não respondeu ao relato original, e um exploit público está disponível.

Isso significa que qualquer pessoa pode usar essa falha. Não é necessário ser um hacker avançado. Basta baixar o código e escanear a internet por dispositivos vulneráveis.

A loja criminosa por trás da Dysphoria anuncia ataques de até 4 Tbps por dezenas a centenas de dólares. Embora não haja confirmação independente desse pico, a Cloudflare mediu um ataque de 31,4 Tbps da botnet relacionada AISURU/Kimwolf antes da interrupção de março.

O perigo é real e está crescendo.

Dispositivos Sob Risco: Uma Tabela de Vulnerabilidades

Confira os principais alvos da botnet e as ações imediatas:

Tipo de DispositivoVulnerabilidade ComumAção Urgente
Roteadores domésticosSenhas padrão, UPnP habilitado, falhas RCETrocar senha, desabilitar UPnP, atualizar firmware
Câmeras IP e DVRsTelnet/SSH com credenciais fracasDesabilitar acesso remoto, usar VPN
Smart TVs e dispositivos de streamingFirmware desatualizado, portas abertasAtivar atualizações automáticas, isolar em rede separada
NAS e dispositivos de armazenamentoExploits de injeção de comandoAplicar patches do fabricante, desligar se não houver correção

Se o seu dispositivo não recebe mais atualizações, substitua-o imediatamente. O custo de um novo equipamento é menor que o prejuízo de um golpe do PIX.

FAQ – Perguntas Frequentes sobre a Botnet Dysphoria e Golpes do PIX

1. Como sei se meu dispositivo está infectado pela botnet Dysphoria?

Os sintomas incluem lentidão na rede, consumo excessivo de dados e comportamento estranho (como luzes piscando sem motivo). Use ferramentas de monitoramento de tráfego para verificar conexões suspeitas com IPs desconhecidos. Se possível, faça uma varredura de portas abertas no seu roteador.

2. A botnet pode roubar meus dados bancários diretamente?

Não diretamente. A Dysphoria é focada em ataques DDoS e relay de tráfego. No entanto, ela é usada como infraestrutura para outros crimes, como phishing e redirecionamento para sites falsos. Seus dados podem ser capturados se você cair em um golpe decorrente da instabilidade causada por ela.

3. O que fazer se recebi uma mensagem suspeita do banco durante uma instabilidade?

Não clique em nada. Feche a mensagem e abra o aplicativo oficial do banco digitando o endereço ou usando o app instalado. Verifique seu extrato e, se notar qualquer transação não reconhecida, entre em contato com o banco imediatamente e registre um boletim de ocorrência.

4. Como a Kzarka pode me ajudar a me proteger?

A Kzarka monitora vazamentos de dados e a dark web em busca de suas informações pessoais. Se suas credenciais vazarem, você será alertado para trocar as senhas antes que criminosos as usem em ataques como os da botnet Dysphoria. Proteja sua identidade digital agora.

Não espere ser a próxima vítima. A botnet Dysphoria é apenas um exemplo de como o crime digital está se sofisticando. Seus dispositivos IoT são a porta de entrada. Seus dados financeiros são o alvo final.

Verifique agora se seus dados vazaram na Kzarka. Acesse https://kzarka.com e faça uma varredura gratuita. Em menos de um minuto, você descobre se suas senhas, e-mail ou CPF estão nas mãos de criminosos. Depois, ative o monitoramento contínuo e durma tranquilo sabendo que será avisado antes que o golpe chegue até você.

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