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Malware em Excel atingiu 80 mil: proteja-se agora

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7 min de leitura
09/09/2026 às 19:01

Você já parou para pensar em como um simples arquivo pode comprometer toda a sua vida digital? Recentemente, uma notícia alarmante abalou a comunidade de freelancers: um malware distribuído por arquivos do Excel teria atingido cerca de 80 mil profissionais em todo o mundo. O caso, divulgado pelo CyberSec Brazil, serve como um alerta urgente para todos nós que trabalhamos online e dependemos de ferramentas digitais para viver.

Neste artigo, vou explicar como esse ataque funcionou, por que ele é tão perigoso e, mais importante, o que você pode fazer agora para se proteger. Também vou conectar esse caso com um golpe que tem feito muitas vítimas no Brasil: a clonagem de WhatsApp. Afinal, os criminosos estão cada vez mais criativos e usam técnicas semelhantes para invadir nossas contas e roubar informações.

O ataque: como o malware se espalhou

Segundo a acusação, o russo Searzhudin Tamirlanovich Aktulaev utilizou 255 contas falsas em uma plataforma de freelancers para enviar mensagens com anexos maliciosos do Microsoft Excel. Quando as vítimas abriam o arquivo e seguiam as instruções (como habilitar macros), o malware TVRAT era instalado silenciosamente no computador.

O TVRAT é uma variante do malware TeamSpy, que explora vulnerabilidades no TeamViewer, um software de acesso remoto muito usado por profissionais de TI. Com isso, o criminoso conseguia assumir o controle total do dispositivo da vítima, sem que ela percebesse. Ele podia roubar senhas, documentos, fotos e até usar a câmera e o microfone.

Além do TVRAT, Aktulaev também teria usado o malware DarkVNC, que ataca o VNC Viewer, outra ferramenta de acesso remoto. Depois de infectar os computadores, ele mantinha o acesso por meio de servidores de comando e controle (C2), roubando informações e realizando fraudes em nome das vítimas.

Por que freelancers são alvos fáceis?

Freelancers geralmente trabalham com prazos apertados, recebem arquivos de clientes desconhecidos e podem não ter o mesmo nível de proteção que grandes empresas. Além disso, muitos usam o próprio computador pessoal para trabalhar, misturando dados profissionais e pessoais. Isso torna o ataque mais lucrativo para os criminosos, que podem acessar tanto informações de trabalho quanto dados bancários, redes sociais e contas de e-mail.

Outro fator é a confiança. Plataformas de freelancers costumam ter sistemas de mensagens internos que passam uma falsa sensação de segurança. O criminoso se aproveitou disso, criando perfis falsos que pareciam legítimos e enviando propostas de trabalho atraentes com anexos infectados.

Lições de segurança: como se proteger de malwares em arquivos

Agora que você entendeu o perigo, vamos às ações práticas. Aqui estão os passos essenciais para evitar cair em golpes semelhantes:

  1. Desconfie de anexos inesperados: Se você não esperava receber um arquivo, mesmo que pareça vir de um cliente ou colega, verifique a origem antes de abrir. Entre em contato por outro canal para confirmar.
  2. Nunca habilite macros em documentos do Office: Macros são pequenos programas que podem executar ações maliciosas. A menos que você tenha absoluta certeza da procedência e necessidade, mantenha as macros desabilitadas. No Excel, vá em Arquivo > Opções > Central de Confiabilidade > Configurações de Macro e escolha "Desabilitar todas as macros com notificação".
  3. Use um antivírus atualizado: Um bom antivírus pode detectar e bloquear a maioria dos malwares conhecidos. Mantenha-o sempre ativo e com as definições atualizadas.
  4. Mantenha o sistema e os softwares atualizados: As vulnerabilidades exploradas no TeamViewer e VNC Viewer já foram corrigidas pelos fabricantes. Instale as atualizações assim que disponíveis.
  5. Evite usar softwares de acesso remoto sem necessidade: Se você não usa TeamViewer, VNC ou similares, desinstale-os. Se usa, configure senhas fortes e autenticação de dois fatores.

O elo com a clonagem de WhatsApp

Você pode estar se perguntando: o que um malware em Excel tem a ver com a clonagem de WhatsApp? A resposta é simples: acesso ao seu dispositivo.

Quando um criminoso assume o controle do seu computador ou celular, ele pode facilmente clonar seu WhatsApp. Existem duas formas principais de clonagem:

  • Clonagem por engenharia social: O golpista entra em contato se passando por uma empresa ou suporte técnico e pede o código de verificação enviado por SMS. Com esse código, ele ativa sua conta em outro aparelho.
  • Clonagem via malware: O malware instalado no seu dispositivo pode capturar o código de verificação ou até mesmo transferir sua sessão do WhatsApp para o aparelho do criminoso, sem que você perceba.

No caso do ataque aos freelancers, o malware TVRAT dava ao criminoso acesso total ao computador. Se a vítima usava o WhatsApp Web ou tinha o aplicativo instalado no PC, o invasor poderia acessar as conversas, enviar mensagens em nome da vítima e até clonar a conta para aplicar golpes em contatos.

Por isso, proteger seu dispositivo contra malwares é também proteger seu WhatsApp. E vice-versa: se seu WhatsApp for clonado, o criminoso pode usar sua identidade para enviar arquivos maliciosos aos seus contatos, espalhando ainda mais o ataque.

Como saber se você foi vítima? Sinais de alerta

Muitas vezes, o malware age silenciosamente. Mas alguns sinais podem indicar que seu dispositivo foi comprometido:

  • O computador fica lento ou trava com frequência.
  • Programas abrem ou fecham sozinhos.
  • O cursor do mouse se move sem você comandar.
  • Você recebe notificações de login em contas que não reconhece.
  • Seus contatos recebem mensagens estranhas suas.
  • Arquivos são modificados ou excluídos sem sua ação.

Se notar qualquer um desses sintomas, desconecte-se da internet imediatamente e procure ajuda de um profissional de segurança. Troque todas as suas senhas de outro dispositivo limpo e ative a verificação em duas etapas em todas as contas importantes.

Proteja sua identidade digital com a Kzarka

Além das medidas preventivas, é fundamental monitorar se seus dados pessoais já foram expostos em vazamentos. Muitas vezes, os criminosos usam informações vazadas para criar ataques mais convincentes, como e-mails de phishing personalizados.

A Kzarka é uma plataforma especializada em monitoramento de vazamentos de dados e proteção contra roubo de identidade. Com ela, você pode verificar se seu e-mail, CPF ou outros dados apareceram em vazamentos conhecidos e receber alertas em tempo real. É uma camada extra de segurança que pode fazer toda a diferença.

Conclusão: a prevenção é o melhor remédio

O caso dos 80 mil freelancers atingidos por malware via Excel é um lembrete poderoso de que a segurança digital não é opcional. Todos nós, que usamos a internet para trabalhar, estudar ou nos comunicar, estamos sujeitos a ataques. Mas com informação e boas práticas, podemos reduzir drasticamente os riscos.

Lembre-se: desconfie de anexos suspeitos, mantenha tudo atualizado e monitore sua identidade digital. E se você ainda não verificou se seus dados vazaram, visite a Kzarka agora mesmo. É rápido, gratuito e pode evitar dores de cabeça futuras.

Perguntas Frequentes (FAQ)

1. O que é malware TVRAT?

O TVRAT é um tipo de malware que explora vulnerabilidades no software TeamViewer para permitir que criminosos acessem remotamente o computador da vítima. Ele foi usado no ataque a 80 mil freelancers, conforme relatado pelo CyberSec Brazil.

2. Como posso saber se meu WhatsApp foi clonado?

Você pode notar mensagens enviadas que não foram você, contatos reclamando de mensagens estranhas, ou o aplicativo desconectando sozinho. Para verificar, acesse as configurações do WhatsApp e veja os aparelhos conectados em "Aparelhos conectados". Se houver algum desconhecido, desconecte imediatamente.

3. É seguro abrir arquivos do Excel recebidos por e-mail?

Depende. Se o arquivo for de uma fonte confiável e você estiver esperando por ele, pode ser seguro. Mas sempre desconfie de anexos inesperados e nunca habilite macros. Use um antivírus atualizado e, se possível, abra o arquivo em um ambiente isolado, como uma máquina virtual.

4. O que fazer se eu clicar em um link malicioso ou abrir um anexo infectado?

Desconecte-se da internet imediatamente, execute uma varredura completa com seu antivírus e troque todas as senhas de outro dispositivo limpo. Se possível, formate o computador. Depois, monitore suas contas e considere usar um serviço de monitoramento de vazamentos, como a Kzarka, para verificar se seus dados foram comprometidos.

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